Um estudo publicado no New Zealand Medical Journal apontou que a resposta da Nova Zelândia à pandemia de covid-19 salvou cerca de 20 mil vidas. O número é baseado no que o país teria experimentado caso tivesse uma taxa de mortalidade pela doença semelhante à dos Estados Unidos, onde mais de 1 milhão de pessoas morreram até o momento.

Segundo os dados, o resultado foi uma taxa de mortalidade por covid por milhão de pessoas 80% menor do que nos Estados Unidos. Ao todo, a Nova Zelândia contabilizou 3.300 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia, em março de 2020.

Sob liderança da ex-primeira-ministra Jacinda Arden, o governo implementou restrições rápidas para conter a disseminação da covid-19 no país. Medidas como o uso obrigatório de máscaras, a implementação de lockdowns e o fechamento de fronteiras foram primordiais para impedir o crescimento dos casos, bem como a rápida adesão às vacinas.

A Nova Zelândia se tornou exemplo mundial de como controlar a pandemia, sendo elogiado por manter as taxas de mortalidade perto de zero. Em agosto, o país removeu a obrigatoriedade do uso de máscaras em unidades de saúde e do isolamento de sete dias para infectados, pondo fim a política de respostas ao novo coronavírus.

Em meio ao cenário vitorioso, o relatório publicado no New Zealand Medical Journal pediu que algumas medidas preventivas implementadas na pandemia de covid-19 continuem em vigor para combater outros infecções respiratórias comuns, como o Vírus sincicial respiratório (VSR) e a gripe. Entre elas está o uso de máscaras em transportes públicos e hospitais durante períodos de altas taxas de infecção, como o inverno.

 

Por Camila Stucaluc/SBT News
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