Entre tantos novos rostos no elenco do Paysandu para 2021, Jhonnatan retorna ao clube já como uma referência do time, pelo menos para a torcida. O volante está de volta para sua terceira passagem pela Curuzu – nas duas primeiras, entre 2015 e 2017, acumulou 106 jogos e 11 gols com o manto alviceleste.

– Espero poder ajudar como ajudei da última vez. Fiz mais de 100 jogos com a camisa do Paysandu, isso mostra que tive uma regularidade durante esse período. Espero ter atuações melhores, ser sempre importante para o Paysandu em 2021 e buscar o nosso principal objetivo, que é voltar à Série B. Vou me preparar, trabalhar para estar sempre bem – frisou.

Já se passaram mais de três anos do último jogo de Jhonnatan pelo Paysandu. Neste período, ele rodou por Portuguesa-RJ, CSA e Náutico – neste último, disputou a temporada 2020. O volante paraense considera que retorna ao clube mais experiente e consciente das funções em campo.

– Hoje me sinto mais maduro, olhando para a minha última passagem. Eu tentava, queria toda hora estar na área, às vezes a bola não chegava e tinha que correr para trás. Hoje não, a gente tem um timing melhor, sabe a hora de poder chegar na frente para poder suportar e ser efetivo quando tiver as oportunidades de criar uma chance de gol ou então fazer um gol. Poder render mais dessa forma, não ter a ansiedade de querer, toda hora, estar à frente, de querer resolver a jogada e ter um pouco mais de tranquilidade, sendo mais efetivo – avaliou.

Consegui um título lá, tive mais de 50 jogos podendo, na maioria, ser titular. Acredito que fui bem, tive uma passagem boa e espero fazer uma passagem ainda melhor aqui no Paysandu. Poder voltar e fazer um trabalho melhor do que fiz antes”.
— Jhonnatan, sobre passagem pelo Náutico

Entre as funções que pode executar em campo, Jhonnatan coloca a de segundo volante como prioridade, porém se diz à disposição de Itamar Schulle para jogar em outros setores do campo caso o técnico julgue necessário.

– A função que me sinto mais à vontade é segundo volante. Aqui mesmo, no Paysandu, joguei como extrema pela direita logo quando cheguei, quando tinha o Yago Pikachu. Hoje me sinto mais à vontade como volante, saindo de trás, podendo chegar à frente com a bola nos pés. Prefiro mesmo jogar dessa forma, mas se o professor, no dia a dia ver e for um jogo que a gente precisa fazer uma função tática para o time, vou estar preparado para ajudar – afirmou.

Jhonnatan foi integrado ao elenco bicolor na última semana. Ele não se coloca um prazo para poder estrear, confirma que precisa de tempo para chegar no melhor condicionamento físico, mas acredita que pode ajudar a equipe já nos próximos compromissos da temporada.

– A Série B acabou, fiquei dez dias em casa, de férias, e acabei não me reapresentando [no Náutico]. Depois de uns 15 dias de férias voltei a treinar e estava me preparando com um personal para poder me apresentar no clube que eu chegasse – no caso, o Paysandu. Poder chegar com lastro, não iniciar do zero, começar com uns 20% a 30% do trabalho e poder não sofrer tanto nessa pré-temporada – explicou.

– Estou trabalhando, buscando aprimorar a parte física. Fiz alguns treinos antes de me apresentar e acredito que ainda preciso melhorar mais a parte física, porque meu último jogo foi em janeiro. De lá para cá já se passou mais de um mês, então preciso estar bem preparado. [A estreia] Pode ser na quarta, pela Copa do Brasil, ou então no próximo final de semana, pelo Paraense. Quero estar bem e apto a jogar para poder dar o meu melhor – complementou Jhonnatan.

O Papão tem dois jogos durante os próximos sete dias. Na quarta-feira estreia na Copa do Brasil contra o Madureira, fora de casa; e no domingo que vem encara o Carajás, pela terceira rodada do Parazão, no Estádio Mamazão, no Distrito de Outeiro.

Fonte: G1
Foto: Jorge Luiz